PESQUISA MOSTRA QUE VACINAÇÃO DIMINUIU PREVALÊNCIA DE HPV ENTRE JOVENS |
O PAPO É MEIO AMBIENTE POR: ROGER MACIEL BIÓLOGO
Encalhes de animais marinhos: o que fazer ao encontrar um animal na praia
Olá, Amigo Leitor (a)!
Em certas épocas do ano, é comum encontrar na areia pinguins, lobos-marinhos e leões-marinhos. Para quem vê a cena pela primeira vez, a reação costuma ser a mesma: vontade de chegar perto, tocar, ajudar. É compreensível. Mas, nesses casos, agir por impulso pode fazer mais mal do que bem.
Um animal marinho encalhado nem sempre está morto ou abandonado. Às vezes, está apenas descansando. Em outras, pode estar ferido, fraco, contaminado por óleo ou doente. Sem muito conhecimento, é difícil saber. Por isso, a conduta mais segura é observar sem interferir e não se aproximar demais, pois, esses animais são silvestres, e isso significa que podem reagir de forma imprevisível. Além do risco de mordida ou arranhão, existe a possibilidade de transmissão de doenças, tanto nossas para eles quanto deles para nós. Também não tente recolher o animal ou levá-lo para outro lugar. Esse tipo de manejo só deve ser feito por equipe treinada e autorizada.
Outro erro comum é tentar alimentar o animal. A intenção pode ser boa, mas o alimento errado pode agravar o quadro. Água, leite, peixe ou qualquer outro tipo de alimento não devem ser oferecidos sem orientação técnica. O mesmo vale para afugentá-lo, empurrá-lo de volta ao mar ou cercá-lo com curiosos. Se ele escolheu a praia para descansar, precisa de espaço e silêncio.
Então, o que fazer? O ideal é manter distância, anotar o local com a maior precisão possível e acionar os órgãos responsáveis da região. No litoral norte do Rio Grande do Sul e Sul de Santa Catarina por exemplo, é possível comunicar a Polícia Ambiental, o ICMBio ou instituições locais que atuam no atendimento à fauna marinha. São essas equipes que vão avaliar se o animal está apenas em repouso ou se precisa de resgate.
A fauna silvestre é protegida pela Lei nº 9.605/1998, e o manejo inadequado pode trazer consequências legais e sanitárias. Por isso, mesmo quando a intenção é ajudar, o melhor caminho é sempre o mais simples: observar, não tocar e pedir apoio a quem tem preparo para agir.
Meus caros leitores (as)! Encontrar um animal marinho na praia não é um convite à intervenção. É um chamado ao cuidado. E cuidado, nesse caso, começa com distância.
Me sigam nas redes sociais @rogersmaciel para saber mais sobre meio ambiente e sustentabilidade.
Até a próxima!
PRESERVE O MEIO AMBIENTE.
Deixe seu comentário