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Assessoria de Comunicação

ALUNA DE ARARANGUÁ DESENVOLVE PROJETO DE IA: CONHEÇAM A ARVIX

Guardem bem esse nome: Isabelle de Melo Pereira. A aluna, de 16 anos, do Curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas da EEB de Araranguá, vem chamando a atenção de alunos, professores e da comunidade. Ela é a responsável por criar um sistema de inteligência artificial de pesquisa, algo inédito na região. Diagnosticada com câncer, ela não pôde freqüentar o 7º, 8º e 9º ano do ensino fundamental, só retornando aos estudos, definitivamente ano passado, quando entrou para o curso técnico e descobriu que poderia ir muito além do que praticava em casa. A escola possui hoje um laboratório de informática pequeno, que atende mais de  600 alunos. Para o professor e orientador do curso, Juarez Nardi da Silva, o trabalho desenvolvido pela aluna é de uma profundidade única. Mesmo com todas as dificuldades, ela conseguiu trabalhar com programação no computador, tendo que dividir os computadores com tantos alunos. “O ideal seria que tivéssemos um laboratório só para isso, para atender e descobrir talentos como da  Isabelle, que criou algo único entre os alunos. Hoje nossas turmas estão cheias,a  procura pelo curso é alta devido a demanda de mercado, e queremos que todos eles se sobressaiam no mercado, quando completarem o curso”, atesta Juarez.

Isabelle sempre gostou de informática, mesmo não tendo computador em casa, algo que só conseguiu ter ano passado. Mesmo com as dificuldades da doença e da falta de estrutura, ela nunca parou de pesquisar, estudar, fazer experiências e descobertas neste mundo virtual. Segundo ela, quem não busca, não evolui. Prova disso, ano passado ela criou um sistema para disponibilizar para a Polícia Militar e a Polícia Civi, que inclusive foram até o colégio conhecer o projeto. Ela criou um sistema de investigação, “parecido com o jogo Detetive, só que muito mais complexo”, disse ela. O outro, da PM, consiste em calcular qual a viatura se encontra mais próxima da ocorrência, reduzindo assim o tempo de atendimento. Esse fato já despertou a atenção da comunidade escolar, que viu ali uma aluna a ser auxiliada e compreendida.  “Meu sonho é ser policial, trabalhar com sites de busca e inteligência. Tive uma infância diferente, enquanto todas as meninas brincavam, eu procurava aprender sobre computadores. Sempre tive fascínio e depois de muito estudo consegui criar minha IA (inteligência artificial). Ela se chama Arvix, ainda não está disponível nos sites de pesquisa, mas em breve estará”, garante Isabelle, com brilho nos olhos.  Ela mantém um site na Internet sobre seu time do coração, Garota Gremista, e está sempre postando, compartilhando informações e atualizando notícias do seu time.  Ainda segundo Isabelle, ela sempre contou muito com o apoio da gestão escolar e do professor Juarez, que não mede esforços para que a sua descoberta não fique só em Araranguá. “Uma criação desse nível deve ficar reconhecida a nível nacional, até internacional, pois uma IA desenvolvida por uma menina de 16 anos, com pouca estrutura, um histórico de vida difícil e desafiador, é realmente uma grande descoberta. Nosso trabalho será o reconhecimento deste trabalho único, inteligente e magnífico”.

Segundo a gestora escolar, Ivanir Pelissaro,o projeto é complexo e tem todos os dados imagináveis. E algo desse tipo dá muita visibilidade ao curso técnico, que tem tido uma procura muito grande. São turmas cheias, que estudam já projetando um futuro. “Como gestora, me sinto realizada, pois a escola estava passando por momentos conturbados, e sempre tive, junto à minha equipe, o intuito de melhorar a escola, e a sociedade conseguiu visualizá-la de maneira diferente. Isso que me dá forças para seguir adiante”, diz ela. Uma das metas da gestão é conseguir um laboratório maker, que vem de encontro as necessidades desses alunos, um local ideal para descobrir novos talentos, além de facilitar o aprendizado de maneira contínua e concreta.

Para o coordenador regional de educação, Gilberto Delfino, a criação desse projeto da aluna é algo além do que os professores estão acostumados a receberem. É algo único e transformador.  “O site de buscas da Isabelle irá auxiliar os alunos e professores em pesquisas e trabalhos, devendo enriquecer e não facilitar a vida dos pesquisadores em questão. Aqui na nossa coordenadoria, é algo único e inédito e essa descoberta merece ir além, ser compartilhada com o resto do Brasil”.

Para o Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento e professor pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina, Juarez Bento da Silva, o  projeto da inteligência artificial é importante porque permite que a estudante resolva problemas reais da comunidade em que vive com tecnologia, assumindo um papel de protagonista e criadora em vez de mera consumidora.Esse processo desenvolve nela um pensamento crítico e ético essencial para lidar com os vieses e impactos sociais da IA, formando uma profissional consciente.  Além disso, seu projeto tem um forte impacto simbólico ao democratizar o acesso à área e inspirar outras jovens a ingressarem na tecnologia, contribuindo para um futuro mais diverso e inovador. “Para ser acessível a todos, a aluna precisa hospedar em forma de site, o que requer recursos financeiros, algo em torno de R$ 300,00 por ano”, finaliza o Prof. Dr.


Soraia Pavei Pietsch
Técnica da CRE

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