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COLHEITA DO FUMO SEGUE FIRME EM SÃO JOÃO DO SUL E REGIÃO
Uma das maiores culturas na região Sul, o fumo continua sendo uma importante fonte de renda para os agricultores.
As propriedades produtoras de tabaco movimentaram R$ 23,2 bilhões na safra 2025/2026, reforçando o peso econômico da fumicultura no Sul do Brasil. Os números também revelam uma característica cada vez mais presente no setor: embora o tabaco permaneça como principal fonte de receita, quase metade dos recursos obtidos nas propriedades rurais já vem de outras culturas e também da produção animal.
Dados divulgados pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) apontam que cerca de 136 mil produtores estiveram envolvidos com a cultura na última safra. O tabaco respondeu por 55,4% da renda total, o equivalente a mais de R$ 12,8 bilhões, mesmo ocupando apenas 20,3% da área plantada das propriedades.
O peso econômico do setor se mantém mesmo em uma safra marcada por leve retração na quantidade produzida. Segundo levantamento final da Afubra, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná produziram juntos 710.229 toneladas de tabaco na safra 2025/2026, uma queda de 1,3% em relação às 719.891 toneladas registradas no ciclo anterior. A área plantada também apresentou pequena redução, passando de 309.982 para 308.932 hectares. Do total produzido, 639.471 toneladas foram da variedade Virgínia, responsável por cerca de 90% da produção do Sul.
Produção em São João do Sul
Um dos municípios da Amesc com maior quantidade de fumicultores, São João do Sul conta com um grande número de propriedades que atuam com o cultivo do fumo. Mesmo não sendo a única fonte de renda, a cultura segue como principal atividade econômica para muitas famílias.
Na comunidade de Querência, os agricultores Fabio Anacleto e Monitielli Crescêncio, que cultivam 65 mil pés de tabaco, estão esperançosos com a safra. “Vamos torcer para que dê uma safra boa, pois o custo dos insumos aumentou bastante, e os gastos com mão de obra ainda estão altos, mas, se tudo correr bem, será uma safra boa”, salientaram os produtores.
A secretária de Agricultura de São João do Sul, Maria de Fátima Espíndola dos Santos, salientou que as condições climáticas têm dificultado a produção. “Na safra passada houve uma média de 12 arrobas por mil pés plantados, mas, devido às condições climáticas que têm prejudicado o cultivo este ano, a expectativa é de oito a nove arrobas por mil pés plantados”, destacou.
A qualidade da safra também é determinante para a rentabilidade do produtor. As fumageiras que compram o produto realizam a classificação e, dependendo da qualidade obtida, o produtor saberá se a safra foi lucrativa ou não. Atualmente, a melhor classificação, BO1, está em média R$ 373,35 por arroba.
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