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ENCE COMPLETA 73 ANOS COMO REFERÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ESTATÍSTICA
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CORTESIA - Turma de formandos da ENCE.
A Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE), instituição de ensino superior do IBGE, completa hoje 73 anos. Fundada em 1953, a Escola consolidou-se como uma referência nacional na formação em estatística e na produção de conhecimento voltado às demandas do Estado e da sociedade.
Ao celebrar o aniversário, o coordenador-geral adjunto da ENCE, César Marques, revisitou sua trajetória e projeta os desafios que vêm pela frente. “A ENCE comemora e reafirma seu posicionamento no cenário nacional. Desde sua criação, o país e o mundo passaram por muitas transições e crises. Celebramos o passado, mas seguimos trabalhando pelo futuro da instituição”, afirma César Marques.
Foi na ENCE que nasceu o primeiro curso de Bacharelado em Estatística da América Latina. Desde então, a instituição já formou mais de dois mil profissionais, que atuam em universidades, órgãos públicos, empresas e centros de pesquisa no Brasil e no exterior. Além da graduação, a Escola oferece programas de pós-graduação lato sensu (especialização em Análise Ambiental e Gestão do Território) e stricto sensu (mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas).
Segundo o coordenador-geral da ENCE, Jorge Abrahão, a missão da instituição vai muito além da oferta de cursos. “A Escola Nacional de Ciências Estatísticas tem como missão promover conhecimento, formação e atualização contínua, integrando ensino superior, pesquisa, extensão e capacitação”, explica. Como parte do IBGE, acrescenta Abrahão, a Escola “atua na formação de profissionais e pesquisadores em estatística, demografia e geociências, contribuindo para o fortalecimento técnico e científico necessário à produção e ao uso das informações oficiais do país”.
Formação no serviço público
Como lembrou Abrahão, a ENCE também exerce um papel estratégico na capacitação de servidores públicos. Por meio da Coordenação de Treinamento e Aperfeiçoamento (CTA), a Escola desenvolve e executa ações de formação voltadas principalmente para servidores do IBGE, mas também para profissionais de outros órgãos governamentais e da sociedade.
Essas iniciativas incluem cursos de extensão, programas de capacitação e atividades de treinamento que contribuem para o fortalecimento das competências técnicas do Estado brasileiro. Durante grandes operações estatísticas, como os censos nacionais, a atuação da CTA ganha ainda mais destaque ao preparar milhares de profissionais envolvidos na produção de informações oficiais.
Modernização e expansão acadêmica
A trajetória da ENCE também é marcada por um processo contínuo de modernização. A criação da especialização em 1997 e do mestrado em 1998 ampliou a atuação acadêmica da Escola. O doutorado, aprovado em 2014, aumentou ainda mais as possibilidades de pesquisa na instituição.
Nos últimos anos, a Escola passou a incorporar novos temas e metodologias ao ensino e à pesquisa, como ciência de dados e análise de grandes volumes de informação. Abrahão ressalta as iniciativas de capacitação realizadas por meio da Escola Virtual IBGE, que ampliam o alcance do conhecimento produzido pela instituição.
Segundo o coordenador-geral, tecnologias como big data, inteligência artificial (IA), sensoriamento remoto e a integração entre bases estatísticas e geoespaciais passaram a ocupar papel central nas atividades da Escola, além de “estudos experimentais voltados ao aprimoramento de métodos e à modernização da produção estatística”.
Nesse cenário, desde 2021 a ENCE coordena o Hub Regional para Big Data no Brasil em apoio à Plataforma Global das Nações Unidas, iniciativa voltada ao desenvolvimento de métodos inovadores para a produção de estatísticas oficiais.
Integração com o IBGE
Um dos principais diferenciais da ENCE é sua vinculação direta ao IBGE. Essa relação permite integrar a formação acadêmica à experiência prática dos profissionais que atuam na produção de dados estatísticos e geoespaciais oficiais.
Ao completar 73 anos, a ENCE reafirma sua trajetória de adaptação às transformações tecnológicas e às novas demandas da sociedade. Para o coordenador-geral da Escola, o futuro passa por fortalecer ainda mais o ensino, a pesquisa e a inovação. “As perspectivas envolvem ampliar a formação acadêmica, consolidar a ENCE como referência em pesquisa científica e intensificar capacitações estratégicas e treinamentos censitários”, conclui.
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