NUTRIÇÃO EM PAUTA: Por Jônata W. M. de Quadra, Nutricionista CRN/SC 10 4540

Uso de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no Combate e na Prevenção do Câncer

Uso de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no Combate e na Prevenção do Câncer

Câncer, também conhecido por neoplasia, é a denominação para mais de 100 doenças caracterizadas pelo aumento progressivo e anormal de células, células estas que são invasoras e podem migrar para outras regiões do corpo ocasionando metástase. A agressividade dessas células resulta na formação de tumores, sendo eles malignos quando há acúmulo de agentes cancerosos e benignos quando o acúmulo é de células semelhantes ao tecido original em replicação lenta, não constituindo, assim, risco de vida.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o câncer é uma das principais causas de morte nas Américas. Em 2008, causou 1,2 milhão de mortes, 45% das quais ocorreram na América Latina e no Caribe. Prevê-se que a mortalidade por câncer nas Américas aumente para 2,1 milhões até 2030.
Mais de 70% dos óbitos ocorrem em países em desenvolvimento e do Terceiro Mundo, onde os recursos necessários para a prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer são limitados ou inexistentes. Sendo assim o câncer passa a ser caracterizado como um problema de saúde pública.
A utilização de plantas medicinais, seus extratos e princípios ativos no tratamento de diversas doenças são intrínsecos à história humana, e, nas últimas décadas, o número de pesquisas visando aproveitar este potencial vem crescendo exponencialmente, especialmente devido aos avanços da biologia molecular, uso de novas técnicas de identificação, extração e purificação de compostos.
Neste contexto, as plantas medicinais podem se apresentar  como  potenciais  coadjuvantes  na  terapia  do  câncer,  tendo  em  vista  as  propriedades biológicas de seus compostos bioativos. Além disso, os componentes provenientes de plantas medicinais e alimentos funcionais podem ser caracterizados como de baixo custo e de fácil acesso.
Fitoterapia é a utilização de vegetais em preparações farmacêutica (extratos, pomadas, tinturas e cápsulas) para auxílio ao tratamento de doenças, manutenção e recuperação da saúde. Fitoterapia vem do idioma grego e quer dizer "tratamento" (therapeia) "vegetal" (phyton).
Ao longo do tempo, o uso de plantas medicinais tem como objetivo curar doenças. A tradição popular do uso de plantas sofreu fortes influências da cultura indígena, africana e europeia e permanece até a atualidade.
Atualmente podemos citar alguns exemplos de agentes anticancerígenos de sucesso na prática clínica da medicina atual. Dentre as plantas medicinais com atividade anticancerígena podemos citar o Ginseng (Panax ginseng), a raíz vem sendo utilizada há milhares de anos nos países da Ásia, o Ipê-roxo (Tabebuia avellanedae), sua casca é utilizada por possuir atividades anti-inflamatórias, anti- cancerígenas, cicatrizantes e antibacterianas e o alho (Allium sativum L.), muito utilizado para o tratamento de diversas doenças, inclusive o câncer.
A aroeira (Schinus therenbithifolius Raddi) é indicada para combater tumores linfáticos entre várias outras enfermidades e o capim-santo (Cymbopogon citratus) apresenta atividade contra as células leucêmicas.
Algumas plantas medicinais também  são utilizadas para o controle dos efeitos colaterais decorrentes dos tratamentos anti-câncer, como o uso do alecrim (Rosmarinus officinalis L.) para alívio do mal-estar após as sessões de quimioterapia, o barbatimão (Stryphnodendron barbatiman Mart.) na cicatrização de feridas (câncer de pele) e a camomila (Matricaria chamomilla L.) para aliviar as queimaduras provenientes da radioterapia.

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