logo RCN
rcn

PETROBRAS AVALIA MERCADO INTERNACIONAL ANTES DE DECIDIR SOBRE PREÇOS DE COMBUSTÍVEIS

  • Agência PetroBras -

Companhia entra em período de observação após alta do petróleo Brent e instabilidade no Estreito de Ormuz causada por conflitos no Oriente Médio.

O aumento de 13% no Brent e o bloqueio parcial no Estreito de Ormuz pressionam a Petrobras. A estatal prioriza a análise do câmbio e a flexibilidade logística para evitar o repasse imediato da volatilidade externa aos consumidores brasileiros, aguardando definições estratégicas da Opep+.

Monitoramento estratégico e volatilidade do mercado

A Petrobras iniciou um monitoramento rigoroso dos desdobramentos do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã. Segundo fontes internas da estatal, a companhia prevê uma semana de observação técnica antes de tomar qualquer decisão sobre os preços de combustíveis no mercado brasileiro. A medida ocorre após o petróleo Brent disparar até 13% nesta segunda-feira, operando em alta de 6% por volta das 13h55 (horário de Brasília).

A pressão por reajustes internos intensificou-se devido à interrupção do transporte marítimo no Estreito de Ormuz, ponto crucial por onde circula 20% do petróleo mundial. O cenário de instabilidade foi agravado por ataques retaliatórios e pelo bombardeio que resultou na morte do líder iraniano Ali Khamenei. No entanto, a política atual da Petrobras busca evitar o repasse direto da volatilidade dos contratos futuros para os consumidores.

Fatores determinantes: câmbio e produção global

Além da cotação da commodity, a diretoria da estatal observa atentamente dois pilares fundamentais para a composição de preços:

Câmbio: Existe a possibilidade de uma fuga de investidores dos EUA devido aos gastos de guerra, o que poderia valorizar o real frente ao dólar e compensar a alta do Brent.
Opep+: O grupo de países produtores definiu um aumento modesto na produção de 206 mil barris por dia, movimento que pode amortecer a escalada de preços se a oferta for ampliada no curto prazo.

Segurança logística e operacional

O diretor-executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, afirmou em entrevista à Reuters que a companhia possui flexibilidade operacional. Segundo Schlosser, a estatal utiliza rotas alternativas à região do conflito, o que garante custos competitivos e preserva as margens de lucro.

Apesar de a Petrobras também importar volumes diários de petróleo para blendagem, o diretor assegurou que não há risco imediato de interrupção no suprimento. "Os fluxos de importação são majoritariamente fora da região de crise", resumiu o executivo, reiterando que a intensidade e a duração do conflito serão os parâmetros definitivos para futuras ações comerciais.

POLÍCIA CIVIL ENCERRA OPERAÇÕES PERMANENTES NO LITORAL NORTE COM UM TOTAL DE 197 PRISÕES Anterior

POLÍCIA CIVIL ENCERRA OPERAÇÕES PERMANENTES NO LITORAL NORTE COM UM TOTAL DE 197 PRISÕES

MEGA-SENA SORTEIA NESTA TERÇA-FEIRA PRÊMIO ACUMULADO EM R$ 160 MILHÕES Próximo

MEGA-SENA SORTEIA NESTA TERÇA-FEIRA PRÊMIO ACUMULADO EM R$ 160 MILHÕES

Deixe seu comentário