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TORRES REGISTRA ALTA HISTÓRICA DE QUEIMADURAS POR ÁGUAS-VIVAS NO INÍCIO DA TEMPORADA

Balanço da Operação Verão Total 2025/26 aponta mais de 6,6 mil incidentes com águas-vivas em Torres. Embora o fenômeno atinja todo o Litoral, a cidade registra a maior concentração de casos neste início de temporada.

O verão gaúcho deste ano, caracterizado por águas quentes e cristalinas e grande afluência de turistas, traz consigo um fenômeno recorrente e intenso: a forte presença de águas-vivas no litoral.

Embora o problema atinja toda a costa, Torres concentra as atenções. O município lidera isolado o ranking de incidentes no Litoral Norte, superando a marca de 6,6 mil casos apenas neste início de temporada (contabilizados desde o começo da Operação Verão Total 2025/26).

O aumento é expressivo em comparação ao ano anterior. Dados do Corpo de Bombeiros revelam que, até 31 de dezembro, a região registrou mais de 23 mil atendimentos por queimaduras, contra 9,1 mil no mesmo período de 2024.

Ranking de ocorrências por localidade:

Torres: 6.636 casos

Arroio do Sal: 2.908 casos

Capão da Canoa: 2.704 casos

Capão Novo (distrito de Capão da Canoa): 2.254 casos

Por que tantas águas-vivas?

A combinação climática é o fator principal. Segundo o biólogo Maurício Tavares (Ceclimar/UFRGS), o vento Nordeste empurra massas de água quente para a costa, criando o habitat ideal para esses organismos.

Duas espécies principais preocupam os banhistas:

"Reloginho": Pequena, transparente com tentáculos rosa ou laranja. É a causa mais frequente de queimaduras.

Caravela-portuguesa: Flutua na superfície, possui coloração azul ou roxa e tentáculos longos. Apesar da beleza, oferece alto grau de periculosidade.

Vinicius Lang, coordenador administrativo da Operação Verão pelo Corpo de Bombeiros, observa que os animais estão menores que na temporada passada. Ele atribui a liderança de Torres no ranking também ao fato de o tempo de permanência dos turistas na cidade ser maior que em outros balneários.

Orientações:

A Secretaria Estadual da Saúde informa que o socorro inicial prestado pelos guarda-vidas costuma ser suficiente. O protocolo recomendado é:

Lavar o local exclusivamente com água do mar.

Remover os tentáculos com cuidado, sem esfregar.

Aplicar vinagre e utilizar compressas frias.

Manter a vítima calma.

O que NÃO fazer:

Nunca utilize água doce (que pode disparar mais veneno).

Não use substâncias caseiras sem comprovação.

Evite tocar em animais mortos na areia, pois ainda podem causar acidentes.

Fique atento à sinalização: Durante a temporada, as guaritas de salvamento dispõem de vinagre para primeiros socorros. Além disso, a presença da bandeira roxa indica alta infestação de águas-vivas no local.

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