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PROFISSIONAIS DE SAÚDE ALERTAM PARA CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE AS HEPATITES VIRAIS

O enfermeiro responsável pelo setor de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de São João do Sul, Daniel Rodrigues, destaca as ações para detectar a doença.

A campanha “Julho Amarelo: mês de luta contra as hepatites virais” foi instituída no Brasil pela Lei nº 13.802/2019 e tem por finalidade reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle da doença. As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. São infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves.
A doença pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região) e o vírus da hepatite E, que é menos comum no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.
A falta do conhecimento da existência da doença é o grande desafio, por isso, a recomendação é que todas as pessoas com mais de 45 anos de idade façam o teste. Entre as hepatites virais, existem a B que tem vacina e a C que não tem vacina.
Para detectar a doença, segundo o enfermeiro responsável pelo setor de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de São João do Sul, Daniel Rodrigues, é realizado o teste rápido nas Unidades de Saúde do Município, tanto para hepatite B quanto para hepatite C. “Estas duas são as de maiores importâncias epidemiológicas em função da sua transmissão que se dá por via sexual ou por objetos contaminados com sangue. Já a hepatite A é de transmissão fecal - oral ocasionada por deficiência de saneamento básico, por isso de menor intensidade na região Sul, bem como pela ampla vacinação de hepatite A na infância. Lembrando, que os testes rápidos tem o resultado em 15 minutos”, destacou o enfermeiro.
O tratamento para hepatite é oferecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com fluxos organizados pela Secretaria de Estado da Saúde por meio da assistência farmacêutica especializada.

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