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ESTIMATIVA PROJETA NOVO RECORDE NA SAFRA DE SOJA

  • Jaelson Lucas/AEN-PR -

A produção de soja deve alcançar um recorde na série histórica. Mas essa não é a novidade. A estimativa de janeiro já apontava que 2026 superaria o resultado de outros anos. Porém, a projeção de fevereiro ajustou a previsão em mais 0,4%. Assim, o valor total estimado para a produção do grão foi para 173,3 milhões de toneladas no ano, ante 166,1 milhões de toneladas em 2025. 

O dado é parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado mensalmente pelo IBGE. O resultado do estudo indicou alta de 4,3% na comparação do volume esperado para este ano com o resultado obtido em 2025. A estimativa aponta que a área cultivada de soja deve crescer 0,8% em 2026 e alcançar 48,2 milhões de hectares. O rendimento médio por hectare deve crescer 3,5% no comparativo com o ano anterior e atingir 3.600 kg/ha.

O gerente de Agricultura da pesquisa, Carlos Alfredo Guedes, explicou que o bom resultado tem relação com a recuperação da produção em alguns estados: “O Rio Grande do Sul, principalmente, foi muito prejudicado no ano passado por falta de chuvas e altas temperaturas. Essas condições climáticas também afetaram outros estados como norte do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul.”

De acordo com o levantamento, o Paraná, com uma produção de 22,3 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do país neste ano, com crescimento de 4,3% em relação ao volume de 2025. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,0 milhões de toneladas, crescimento de 14,0% sobre o total do ano passado. Já o Rio Grande do Sul estimou uma produção de 20,8 milhões de toneladas para este ano.

Maior produtor nacional da oleaginosa, o Mato Grosso estimou uma produção para 2026 de 48,5 milhões de toneladas, queda de 3,3% sobre o volume colhido no ano anterior, enquanto a área plantada deve crescer 1,9%. A estimativa é que o rendimento médio por hectare apresente queda de 5,0% no estado.

Projeção para safra de cereais, leguminosas e oleaginosas aumenta

A estimativa para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, em 2026, foi de 344,1 milhões de toneladas, volume 0,6% menor que o alcançado em 2025 (346,1 milhões de toneladas). A projeção feita em fevereiro elevou em 1,4 milhão de toneladas (0,4%) o resultado que tinha sido previsto no mês anterior para este ano. Já a área a ser colhida em 2026 foi estimada em 82,9 milhões de hectares, apresentando aumento de 1,3 milhão de hectares frente à área colhida em 2025, crescimento anual de 1,6%.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos da pesquisa. Juntos, os três itens representaram 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, a projeção aponta um crescimento de 0,8% na área do cultivo da soja e de 2,4% para o milho. Para o arroz, a projeção é de declínio, na área de cultivo, de 6,3% em 2026. No que se refere à produção, a estimativa é de um acréscimo de 4,3% para a soja; de decréscimos de 8,0% para o arroz em casca e de 5,3% para o milho (crescimento de 12,2% para a 1ª safra e redução de 9,1% para a 2ª safra). Quanto ao milho, o montante foi de 134,3 milhões de toneladas. Já a produção do arroz em casca foi calculada em 11,6 milhões de toneladas.

Região Sul deve ter maior crescimento da safra no ano
Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição na projeção para 2026: Centro-Oeste, 167,9 milhões de toneladas (48,8%); Sul, 95,2 milhões de toneladas (27,7%); Sudeste, 30,5 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste, 28,9 milhões de toneladas (8,4%) e Norte, 21,5 milhões de toneladas (6,2%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (10,3%) e Nordeste (4,2%), e negativas para Centro-Oeste (-6,0%), Sudeste (-1,9%) e Norte (-3,5%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: Norte (0,2%), Centro-Oeste (0,3%), Sudeste (1,1%) e Nordeste (2,3%), enquanto a Sul apresentou queda (-0,1%).

Na distribuição pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso liderou o mês passado, mais uma vez, como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,2%, seguido pelo Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,7%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,5%). Somados, esses estados representaram 79,6% da produção nacional.

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