MATEUS PORTO ASSUME O COMANDO DO EXECUTIVO MUNICIPAL DE PASSO DE TORRES POR 30 DIAS |
SEGURANÇA EM FOCO POR: MAJOR MARCELO FABER POLICIAL MILITAR DE SANTA CATARINA
Quando a proteção e o cuidado começa pelo respeito às mulheres
No último dia (08), celebramos o Dia Internacional da Mulher. Mais do que uma data simbólica, este é um momento importante para refletirmos sobre o papel das mulheres na sociedade e, principalmente, sobre os desafios que ainda precisamos enfrentar para garantir a elas respeito, dignidade e segurança.
Para quem trabalha diariamente nas ruas, como nós da Polícia Militar, essa reflexão ganha um peso ainda maior. Infelizmente, uma das ocorrências mais atendidas pelas guarnições em toda a região do extremo-sul de Santa Catarina é a violência doméstica. São chamados que chegam a qualquer hora do dia ou da noite, dentro de casas onde deveriam existir cuidado, proteção e afeto.
Por trás de cada ocorrência existe uma história. São mulheres que poderiam ser nossas mães, irmãs, filhas ou amigas. Mulheres que muitas vezes convivem por anos com o medo, o silêncio e a esperança de que a situação mude. Quando a Polícia Militar é chamada, normalmente é porque o limite já foi ultrapassado.
A violência doméstica não começa, na maioria das vezes, com a agressão física. Ela costuma surgir de forma silenciosa: no controle, na humilhação, nas ameaças, na tentativa de diminuir ou isolar a mulher. Com o tempo, esse ciclo pode se tornar cada vez mais grave.
Por isso, o enfrentamento desse problema não é apenas responsabilidade das forças de segurança. A proteção das mulheres é um compromisso de toda a sociedade. Vizinhos, familiares, amigos e colegas de trabalho podem ter um papel fundamental ao perceber sinais de violência e incentivar a vítima a buscar ajuda.
Também é importante reforçar que a mulher que denuncia não está sozinha. Existem mecanismos legais de proteção, como as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, e uma rede de apoio formada por policiais, profissionais da saúde, assistência social e pelo sistema de justiça.
Como policial, presenciar essas ocorrências traz muitas reflexões. Cada atendimento reforça o quanto precisamos evoluir como sociedade. Não podemos aceitar que a violência aconteça dentro de casa, justamente no lugar que deveria representar segurança.
Valorizar as mulheres não deve acontecer apenas em uma data no calendário. Precisa ser uma atitude diária, construída no respeito, na igualdade e no reconhecimento da importância que elas têm em nossas vidas e na sociedade.
Se cada um de nós fizer a sua parte — denunciando, apoiando, respeitando e educando para que novas gerações cresçam sem reproduzir a violência — estaremos dando passos importantes para mudar essa realidade.
Proteger as mulheres é, acima de tudo, proteger famílias, proteger histórias e proteger o futuro da nossa sociedade.
Conte sempre com a Polícia Militar!
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