Um novo alerta climático começa a chamar a atenção de produtores rurais e especialistas: o fenômeno El Niño tem 62% de chance de se formar entre junho e agosto de 2026, segundo projeções recentes de centros internacionais de meteorologia.
Os dados são da NOAA, que apontam uma mudança no cenário climático global após o período recente de La Niña. Até maio, a tendência ainda é de neutralidade, mas a partir do meio do ano o aquecimento das águas do Oceano Pacífico deve ganhar força.
O aumento da probabilidade representa uma virada importante: no relatório anterior, divulgado em fevereiro, o El Niño tinha cerca de 42% de chance, enquanto agora passou a ser o cenário mais provável para o inverno no Hemisfério Sul.
Caso o fenômeno se confirme, os impactos podem ser significativos no Brasil. Historicamente, o El Niño costuma provocar excesso de chuvas na região Sul e períodos de seca em partes do Norte e Nordeste, afetando diretamente culturas como soja, milho e trigo.
Além disso, os modelos climáticos indicam que o fenômeno pode persistir até o final de 2026, com possibilidade de ganhar intensidade ao longo do segundo semestre. Em alguns cenários, há até chance de um evento considerado forte.
Para o agronegócio, isso significa necessidade de atenção redobrada no planejamento da próxima safra, já que mudanças no regime de chuvas e temperatura podem impactar produtividade, logística e preços.
Diante desse cenário, produtores e especialistas já acompanham de perto as atualizações climáticas para tomar decisões estratégicas nos próximos meses.
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