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INDÚSTRIA DE SC SE POSICIONA ENTRE AS DUAS PRINCIPAIS RECICLADORAS DE RESÍDUOS QUÍMICOS DA FLEXOGRAFIA NA AMÉRICA LATINA
Com sede em Morro da Fumaça, RECICLO Química é pioneira na recuperação de solventes e processadores utilizados pelo segmento.
O descarte de resíduos químicos é um dos desafios mais sensíveis da agenda ambiental nas indústrias, especialmente em cadeias que usam solventes e outros insumos que não podem ir para o lixo comum, como a impressão flexográfica. Neste cenário, quem se preocupa em garantir o reuso desses materiais ganham força, como no caso da RECICLO. Fundada em 1990, em Morro da Fumaça (SC), a empresa atua na recuperação de solventes e processadores usados pelo setor e está entre as duas principais indústrias de reciclagem desses resíduos na América Latina.
Nos últimos 20 anos, a empresa já reciclou quase 68 milhões de litros de solventes utilizados pela indústria flexográfica. No mesmo período, também recebeu 23,4 milhões de kg de fotopolímeros (base das chapas de flexografia) para descaracterização e transformação em matéria-prima para outros segmentos. Além disso, os processos de reciclagem geraram 12,8 milhões de kg de borra, subproduto que pode ser utilizado como matéria-prima para indústrias que trabalham com borracha, por exemplo, e que foram destinados a empresas parceiras, ampliando o ciclo de vida útil dos materiais.
Lider de mercado
Atualmente, a RECICLO é responsável por mais de 80% da demanda do mercado de reciclagem de solventes e processadores da indústria flexográfica na América Latina. O volume de insumos recebido reforça a necessidade de as fábricas reaproveitarem esses resíduos para que não sobrecarreguem os aterros sanitários, nem sejam descartados de forma inadequada no meio-ambiente.
O CEO da empresa, Alan Fabre, afirma que a preocupação com a destinação incorreta desses resíduos já existia no setor desde o início dos anos 1990, quando a empresa foi fundada. “Na época, pouco se falava de sustentabilidade e não havia suporte técnico para essa questão. Com o avanço dos processos físico-químicos e a necessidade do mercado de se integrar às soluções ambientais, passamos a reciclar solventes por meio da destilação, que separa o solvente de outros contaminantes e o devolve para a indústria. Dessa forma, reaproveitamos o máximo possível do que entra no processo industrial, sem precisar descartá-lo nem o destinar a nenhum aterro”, explica.
De acordo com o CEO, a operação da empresa utiliza tecnologia própria e adiciona um novo elo ao reaproveitamento industrial: materiais que exigiriam destinação especializada passam por um processo de descaracterização e estabilização e retornam para serem reutilizados pelas indústrias. Já os subprodutos gerados a partir dos processos realizados pela RECICLO, como é o caso da borra, são encaminhados para segmentos que o utilizam como insumo, beneficiando mais de um setor.
Tratamento de efluentes
A empresa química também possui uma estação de tratamento de efluentes industriais, na qual já foram tratados mais de 400 mil litros de efluentes no período entre 2006 e 2026, evitando a contaminação do meio ambiente.
“Contando conosco, apenas uma outra empresa oferta esse tipo de serviço em toda a América do Sul. Por ser bastante industrializado, o Brasil produz números elevados de resíduos químicos, então nossa demanda é alta, mas ainda existem muitas indústrias que não sabem que é possível reciclar seu solvente ou transformar o polímero e a borra do solvente em matéria-prima para outro setor”, detalha o CEO.
Mais do que reaproveitar insumos industriais, o trabalho prestado pela RECICLO reduz o descarte indevido de contaminantes químicos, entrega soluções para manter a rotina industrial eficiente, evita a exaustão de recursos naturais e oferece soluções ambientais integradas ao próprio negócio.
Sobre a RECICLO Química
Fundada em 1990, em Santa Catarina, a RECICLO está na segunda geração de gestão e consolidou sua atuação no ecossistema da flexografia, com soluções que incluem recuperação de solventes e processadores, destinação de subprodutos e tratamento eficiente de efluentes químicos. Ao longo dessa trajetória, a indústria se destacou por seu pioneirismo em operar um modelo que reforça a economia circular de forma prática reduzindo desperdício, reaproveitando recursos e integrando soluções ambientais ao negócio.
Texto: Shaiane Corrêa
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