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BALANÇO 2025: EPAGRI AMPLIA INVESTIMENTOS EM PESQUISA E ENTREGA 20 TECNOLOGIAS AO SETOR PRODUTIVO
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Aires Mariga/Epagri -
Os recursos destinados à pesquisa agropecuária da Epagri vêm registrando recordes consecutivos nos últimos três anos e, em 2025, alcançaram um novo patamar ao ultrapassar os R$51 milhões. No ano, a empresa executou 391 projetos e entregou 20 novas tecnologias para os produtores rurais.
Entre as tecnologias estão novas variedades de hortaliças e frutas, adaptadas às condições de Santa Catarina. Os destaques são as variedades de alho e banana, que apresentam desempenho agronômico superior, com maior produtividade, qualidade e resistência a pragas e doenças.
“Nós comemoramos em 2025 meio século de existência da pesquisa agropecuária pública em Santa Catarina. Nada melhor do que ampliar os investimentos para reconhecer o valor de uma área que contribui de forma significativa para a competitividade da economia rural catarinense”, afirma o presidente Dirceu Leite.
O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Reney Dorow, explica que os investimentos em pesquisa têm efeito de médio e longo prazo. Segundo ele, a Epagri tem focado em inovações que ajudam os produtores rurais a enfrentar mudanças climáticas e reduzir os custos de produção. “Estes são os maiores desafios da agropecuária e a pesquisa deve estar conectada com as demandas do mercado”, reforça.
Reconhecimento Internacional
Uma das tecnologias da Epagri que mais se destacou em 2025 foi a variedade de arroz SCSBRS126 Dueto, desenvolvida em parceria com a Embrapa e com o apoio do Centro de Ciências Agroveterinárias da Udesc. Em outubro, a variedade foi finalista mundial do “Prêmio da Aliança Global de Bioeconomia para Impacto e Liderança em Bioeconomia 2025”, promovido pela Novo Nordisk Foundation, empresa sediada na Dinamarca. Em dezembro, recebeu da Fapesc o Prêmio de Inovação Catarinense Professor Caspar Erich Stemmer, na categoria Produto.
“As duas premiações destacaram a contribuição da variedade para a segurança alimentar e adaptação às mudanças climáticas”, afirma Rubens Marschalek, pesquisador em Melhoramento Genético de Arroz Irrigado e integrante do Projeto Arroz, formado por pesquisadores e extensionistas. Lançada há apenas dois anos, a 126 Dueto já representa mais da metade da área plantada de arroz irrigado em Santa Catarina.
O sucesso se deve à resistência da variedade tanto a baixas quanto a altas temperaturas na fase reprodutiva e à excelente produtividade. Os extremos de temperatura são efeitos comuns das mudanças climáticas, causando prejuízos às lavouras. Além disso, a SCSBRS126 Dueto tem se mostrado tolerante à doenças como a brusone de folha, que teve bastante incidência neste início de safra 2025/2026.
A adoção pelos agricultores também resultou de um trabalho conjunto de pesquisa e extensão pública e privada. As ações envolveram universidades, cooperativas e indústrias de arroz nas duas últimas safras. Durante esse período, foram realizados diversos encontros e Dias de Campo para demonstrar as vantagens da nova variedade.
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