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O PAPO É MEIO AMBIENTE POR: ROGER MACIEL BIÓLOGO

O lixo que a gente larga no chão também fala sobre nós

Olá, Amigo Leitor (a)!
Quem nunca viu alguém jogar um papel no chão como se aquilo não fizesse diferença? Um copo plástico depois de um café rápido, uma embalagem de salgadinho na calçada, uma bituca de cigarro na rua. São gestos pequenos, quase automáticos, que muita gente nem nota. Mas a verdade é que esses resíduos não desaparecem sozinhos. Eles ficam. E, enquanto ficam, vão dizendo muito sobre a forma como a gente trata o lugar onde vive.
Às vezes, parece que o lixo jogado no chão é um problema sem importância. Afinal, é só uma embalagem, só um guardanapo, só um restinho de comida. Só que a soma de muitos “só” vira um cenário difícil de ignorar. O que começa na pressa de uma pessoa termina no entupimento de bueiros, na sujeira das ruas, na contaminação da água e na proliferação de insetos e animais que encontram nesses resíduos alimento e abrigo. Quando chove, parte desse material segue o caminho da água, entra nos bueiros, vai para córregos e rios, e aí o estrago já não é mais apenas visual e vira problema ambiental de verdade.
Existe também algo simbólico nisso tudo. Uma rua cheia de lixo não fala apenas de falta de limpeza; fala de descuido, de hábito ruim, de pouca consciência sobre o espaço coletivo. Quando alguém joga algo no chão, a mensagem que fica é a de que aquele ambiente não merece cuidado. E essa ideia se espalha. Um descarta, outro repete, e aos poucos o que era exceção passa a parecer normal. Isso se reflete também naqueles que utilizam esquinas de onde moram para descartar os seus resíduos domésticos para o caminhão de lixo recolher, sem qualquer cuidado ou atenção, deixando o local onde mora parecendo um lixão e o pior, normalmente terceirizando a culpa, prefeitura, empresa que recolhe entre outros pela sua própria irracionalidade de não respeitar o próximo, pois, não respeitam horários e dias de recolhimento, não acondicionam corretamente e acham que tirar o lixo de casa já é o suficiente.
O mais triste é que esse tipo de comportamento custa caro para todos. Custa à prefeitura, que precisa gastar mais com limpeza. Custa à população, que convive com mau cheiro, enchentes e doenças. Custa ao meio ambiente, que recebe resíduos que poderiam ter sido evitados com um gesto simples: guardar o lixo até encontrar o lugar certo para descartá-lo. Em uma época em que tanto se fala em sustentabilidade, ainda existe uma contradição muito concreta nas ruas: queremos cidades mais limpas, mas muitas vezes não fazemos a nossa parte no dia a dia.
Meus caros leitores! O cuidado com o lixo começa no detalhe. Não é uma atitude grandiosa, nem exige muito esforço. Exige atenção, respeito e um mínimo de responsabilidade. Jogar lixo no chão pode parecer um ato pequeno, mas ele carrega um efeito maior do que muita gente imagina. Cuidar do espaço comum é também cuidar da nossa própria saúde, da paisagem urbana e da vida que circula ao nosso redor. No fim das contas, o chão da rua não é lixeira. E talvez seja hora de lembrar que aquilo que a gente joga fora continua falando sobre quem somos.
Me sigam nas redes sociais @rogersmaciel para saber mais sobre meio ambiente e sustentabilidade.
Até a próxima! PRESERVE O MEIO AMBIENTE.

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