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SEGURANÇA EM FOCO: POR MAJOR MARCELO FABER, POLICIAL MILITAR DE SANTA CATARINA

Polícia Militar: nos bastidores de uma eleição segura

No último domingo (04), milhares de brasileiros saíram de casa para exercer um dos mais importantes direitos da cidadania: escolher, por meio do voto, os representantes que conduzirão os destinos do país. Para que esse exercício democrático acontecesse com tranquilidade, porém, uma grande estrutura precisou estar em movimento — e, entre seus principais atores, estava a Polícia Militar.
O trabalho policial começou muito antes de o primeiro eleitor chegar à seção. Planejamento, levantamento dos locais de votação, análise de riscos, distribuição do efetivo, definição de estratégias e articulação com a Justiça Eleitoral fizeram parte de uma operação cuidadosamente preparada.
No dia da votação, policiais militares estiveram presentes nas proximidades dos locais de votação, em áreas de grande circulação e em pontos estratégicos. A missão era clara: prevenir conflitos, preservar a ordem pública, atender eventuais ocorrências e garantir que o cidadão pudesse votar com tranquilidade.
Mas existe uma característica especialmente importante nesse trabalho: a imparcialidade. A Polícia Militar não escolhe candidatos, partidos ou ideologias.
Sua escolha é pela legalidade. Sua missão é assegurar que todos possam exercer o direito de escolha dentro das regras estabelecidas pela legislação eleitoral.
Uma eleição tranquila pode parecer, para quem vota, simplesmente um domingo comum. Para o policial militar, entretanto, aquele domingo representa horas de planejamento, deslocamentos, patrulhamento, permanência em locais estratégicos e atenção permanente. É justamente quando tudo transcorre bem que grande parte desse trabalho permanece invisível.
A atuação durante as eleições também demonstra a importância da integração entre as instituições. Justiça Eleitoral, forças de segurança, órgãos públicos e sociedade possuem responsabilidades distintas, mas convergentes: garantir que a vontade popular possa ser expressada de maneira livre e legítima.
Ao final do dia, quando as urnas foram encerradas e milhões de brasileiros retornaram para suas casas, ficou também a certeza de uma missão cumprida. Homens e mulheres da Polícia Militar estiveram nas ruas para proteger não apenas pessoas e patrimônios, mas um dos fundamentos da vida em sociedade: o direito de cada cidadão participar da democracia.
Porque, em uma eleição, segurança não é apenas evitar ocorrências. É criar as condições para que cada pessoa possa chegar à urna, fazer sua escolha e voltar para casa com a certeza de que seu direito foi respeitado.
Nas ruas, a Polícia Militar protege a ordem. Nas eleições, protege também a liberdade de escolher.

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